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COP30: Estudo revela potencial de exportação da bioeconomia amazônica para África

Mapeamento do Instituto Brasil África e Banco da Amazônia destaca oportunidades em produtos sustentáveis e cooperação entre regiões tropicais (Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa)








Um estudo inédito elaborado pelo Instituto Brasil África (IBRAF), com patrocínio do Banco da Amazônia, aponta caminhos concretos para a internacionalização da bioeconomia amazônica e o fortalecimento das relações comerciais entre o Brasil e países africanos.


Intitulada “Potencial dos Produtos e Serviços dos Estados da Amazônia Brasileira nos Países Africanos”,  a publicação será lançada oficialmente em 12 de novembro, na COP30, em Belém (PA).


O levantamento analisa as sinergias econômicas e ambientais entre a Amazônia e o continente africano, destacando como produtos e serviços da bioeconomia — como alimentos, cosméticos naturais, fitoterápicos e medicamentos de base florestal — podem encontrar mercados receptivos e sustentáveis do outro lado do Atlântico.


Além disso, o estudo identifica oportunidades de cooperação em soluções ambientais, especialmente em tecnologias voltadas à gestão de recursos hídricos e à restauração de ecossistemas degradados.


Segundo o presidente do Instituto Brasil África, João Bosco Monte, o estudo reforça o papel estratégico da bioeconomia como vetor de desenvolvimento inclusivo.


“A pesquisa mostra que há espaço para uma nova dinâmica de trocas Sul-Sul, baseada não apenas no comércio, mas também na inovação e no compartilhamento de conhecimento entre países com desafios e riquezas naturais semelhantes”, destacou.


Desenvolvimento sustentável


O presidente do Banco da Amazônia, Luiz Lessa, ressalta que o momento do lançamento reforça o compromisso do banco com o desenvolvimento sustentável da região.


“A Amazônia e a África têm muitas coisas em comum e plenas condições de transformar essas similaridades em parceria econômica. Temos mercados, temos produtos, respeitamos o meio ambiente. Nada mais natural que esse lançamento aconteça neste momento em que os olhos do mundo estão voltados para nós, por conta da COP 30. É um reforço ao compromisso do banco de promover o desenvolvimento sustentável e inclusivo”, afirmou.


 


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Com a realização da COP30 em Belém, o estudo ganha ainda mais relevância ao posicionar a Amazônia não apenas como centro das discussões ambientais globais, mas também como protagonista de um novo modelo de desenvolvimento verde, em diálogo direto com outras regiões tropicais do planeta.


O relatório pretende servir de base para políticas públicas e parcerias empresariais entre o Brasil e países africanos, estimulando investimentos que aliem preservação ambiental, geração de renda e inovação tecnológica. Para os organizadores, o lançamento na COP30 simboliza o início de uma agenda mais integrada entre bioeconomia, diplomacia e cooperação internacional.


 


Fonte: Instituto Brasil África

 


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